sábado, 4 de agosto de 2012

Novo excerto


O excerto que aqui  apresento desta vez é retirado da parte final do Capítulo 21 de O Templo dos Três Criadores, página 387/388 do livro:

"(...) Muitos dos que hoje suspiram para que seja criada uma nova República, saudosistas da que se estabeleceu na Quarta Era, desconhecem que esse período no total não chegou aos cem anos de existência, e a paz era uma miragem! Foi um fracasso total!
- Ainda que tenha sido, não nega a evidência das coisas terem começado a dar para o torto a partir do momento em que os qhaliothors passaram a fazer parte dela! Eles eram uns autênticos bárbaros! Mas olhemos para a actualidade por um instante: não é só nesta ilha de Cratóvia que antigas raças kriorn têm voltado a ser avistadas com frequência! Já se sussurra por diversos locais do Arquipélago que vivemos um clima igual àquele que se respirava antes das Invasões terem marcado o início da Terceira Era, com antigas profecias há muito derrotadas pelos homens a serem novamente invocadas! Por isso, insisto em como era a altura ideal para uma nova República voltar a ser forjada, em nome da harmonia entre os povos humanos, especialmente agora que os qhaliothors estão desaparecidos e sem sinal de regressar a Lusomel!
- Os qhaliothors estão desaparecidos porque são uns cobardes! – exclamou Qairo em voz alta – Porque acharam que, caída a República, com as perseguições e mortes que se seguiram, às quais nem o seu líder escapou, não haveria hipótese nenhuma de voltarem a conviver harmoniosamente com mais nenhum povo humano nem nehuma raça! Por isso esconderam-se, sabem os deuses onde! Mas esse não é o caminho para a paz em Lusomel! Nem esse, nem o regresso ao passado, com a edificação de uma nova República, como vós apregoais!
- Então, qual deve ser o caminho a seguir? – desafiou-o, por fim, Cáspio.
- Não sei, meu caro Cáspio, mas um dia ainda o irei mostrar ao mundo!"


Nos próximos dias irei aproveitar este espaço para expor e analisar um pouco mais ao pormenor os principais aspectos relacionados com a mitologia subjacente a Lusomel, em torno da qual gira toda a acção do livro. 

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