terça-feira, 7 de agosto de 2012

Lusomel: Mitologia - Xerba

O deus Xerba é o terceiro e último entre os criadores. Deus do sangue amarelo, ele foi o criador do povo qhaliothor. 


Diz-se que ao seu sangue estão associadas certas propriedades mágicas, sendo, dessa forma, considerado um sangue amaldiçoado por natureza. Consta que Xerba foi o deus que criou os homens e as demais criaturas, porém, sempre que as julgou  indignas de habitar Lusomel, lançou sobre elas a sua famosa maldição, contribuindo para a sua temerosa reputação. Não é, pois, por acaso, que este deus seja mais temido do que amado, mesmo entre os povos que partilham do seu sangue. 

Xerba é o deus da morte, do fogo e das artes. Alto, magro, de cabelo negro e comprido até aos pés, o mais sinistro dos deuses  não é homem nem mulher. As suas vestes são igualmente compridas, amarelas como a cor do seu sangue, e calça sandálias. Tem orelhas em bico, e o seu olhar é vazio e inexpressivo, o que também não motiva particular simpatia. Geralmente é representado com um pequeno pássaro sobre o seu ombro esquerdo, o seu principal conselheiro. Quando representado em conjunto com os restantes deuses criadores, Xerba ocupa a posição do lado direito. 

Trata-se de um deus sobre o qual pouco se sabe. As crónicas da sua vida são praticamente omissas nos livros sagrados, que apenas relatam os aspectos mais sombrios da sua existência. O seu verdadeiro papel na criação de Lusomel é ainda para muitos um mistério, mas pode trazer consigo a chave que abrirá a porta para os derradeiros segredos por detrás da da história.  

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