segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Lusomel: Mitologia - Croncio

Croncio nasceu da união entre Falíria e Zirmeu. De facto, a aliança entre Falíria e Xerba durou apenas até ao nascimento de Aryn e Orrin. Segundo rezam os livros sagrados, Zirmeu imediatamente se apaixonou por Falíria a partir do momento em que avistou a deusa do sangue azul deitada nua sobre uma rocha a apanhar sol, na ilha de Tiréu. Falíria decide então abandonar Xerba e os seus filhos para se unir ao deus do sangue vermelho.



As versões divergem sobre se Falíria teria já elaborado o seu plano, lançando um feitiço sobre Zirmeu, pretendendo subjugá-lo pela carne, ou se o tempo que viveram juntos foi realmente o símbolo de uma relação amorosa pura, estável e duradoura, mas a verdade dos factos é que viveram como marido e mulher durante muitos e longos anos. Assim, adoptaram o roxo como cor comum, Zirmeu alterou inclusivamente o seu nome para Tarfo, e juntos constituíram família. Da sua união nasceu o filho-deus Croncio, criador do povo domenic.


Croncio, ao contrário dos seus irmãos de sangue verde, nunca cresceu, tendo conservado a sua aparência de criança para sempre. Por essa razão, é também conhecido como o deus criança. É descrito como um menino de cabelo curto, púrpura e espigado, de olhos muito grandes e redondos, e um sorriso espontâneo e inocente. Ousado e valente, viveu sempre com os pais e com eles aprendeu, e conta-se que, apesar do seu tamanho, derrotou uma serpente marinha quando viajava a nado até à ilha de Flur. Ele é o deus da infância, da água e da paz. 



Pai, mãe e filho são frequentemente representados em conjunto - como demonstra a imagem abaixo - principalmente no seio dos domenics, que reconhecem os 3 como os deuses do seu povo. Porém, chegaria a altura em que Tarfo romperia a aliança com Falíria, voltando a adoptar o nome de Zirmeu e a cor vermelha do seu sangue, para se ir unir mais tarde a Xerba. 


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